Política / Sete de Setembro
Lula reforça soberania no 7 de Setembro e diz que Brasil não será “colônia de ninguém”
Em pronunciamento nacional, presidente defendeu autonomia comercial, controle sobre riquezas estratégicas e protagonismo brasileiro no cenário internacional
07/09/2026
07:45
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o pronunciamento pelo 7 de Setembro para colocar a soberania nacional no centro de sua mensagem. Em rede nacional de rádio e televisão, o presidente afirmou que o Brasil não aceitará interferências externas em suas decisões políticas, econômicas e comerciais e defendeu autonomia para estabelecer relações com outros países.
A mensagem foi transmitida no domingo (6), véspera do Dia da Independência do Brasil, celebrado nesta segunda-feira. Sem citar diretamente governos estrangeiros, Lula sustentou que cabe exclusivamente ao país decidir seus parceiros comerciais e o destino de seus recursos estratégicos.
“Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”, declarou.
O presidente reforçou a posição ao defender liberdade para o Brasil conduzir sua política comercial.
“Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender. Somos um país soberano e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”, afirmou.
Parte significativa do pronunciamento foi dedicada às riquezas naturais brasileiras. Lula citou as reservas de terras raras, a disponibilidade de água doce e as novas jazidas de petróleo como ativos que, segundo ele, precisam ser utilizados para ampliar o desenvolvimento econômico e tecnológico do país.
“Nossas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro”, disse.
O presidente também mencionou a aprovação pelo Congresso Nacional do marco legal relacionado aos recursos estratégicos. Na avaliação apresentada por Lula, a regulamentação poderá ajudar a transformar minerais críticos e terras raras em instrumentos para desenvolver tecnologia de ponta e criar empregos qualificados no Brasil.
Lula associou o conceito de soberania à capacidade de garantir direitos e oportunidades à população. No pronunciamento, argumentou que a independência nacional também precisa estar presente na vida cotidiana dos brasileiros.
“Um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que o seu povo precisa para conquistar a própria independência: a independência financeira; a independência de poder estudar e pensar livremente, escolher a melhor profissão e o melhor emprego; ter mais tempo para si mesmo e para a sua família”, afirmou.
Na sequência, o presidente relacionou esse conceito ao acesso à saúde pública, educação gratuita, combate à fome e redução das desigualdades.
“A independência de contar, como previsto na Constituição Federal, com saúde pública de qualidade e a melhor educação gratuita para seus filhos; e de viver em um país livre da fome, da pobreza e de todas as formas de desigualdade, com direitos para todos, em vez de privilégios para poucos”, completou.
Na parte dedicada às relações exteriores, Lula voltou a defender o livre comércio e destacou a atuação brasileira em negociações internacionais, políticas ambientais, transição energética e enfrentamento das mudanças climáticas.
“Somos exemplo na defesa do meio ambiente. Nossa riqueza cultural encanta o mundo. Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade”, declarou.
O pronunciamento utilizou o 7 de Setembro para vincular a ideia histórica de independência a uma agenda mais ampla de autonomia econômica, proteção dos recursos naturais e protagonismo internacional. A mensagem central apresentada pelo presidente foi a de que decisões sobre o desenvolvimento e as relações comerciais do Brasil devem permanecer sob controle do próprio país.
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