Economia / Juros
Copom reduz Selic para 14% ao ano e mantém ciclo de cortes nos juros
Decisão era esperada pelo mercado financeiro, que projeta nova redução da taxa básica na próxima reunião do Banco Central.
05/08/2026
17:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (5) e confirmou a expectativa predominante no mercado financeiro.
Com a redução de 0,25 ponto percentual, o colegiado mantém o ciclo de cortes iniciado na reunião anterior. A Selic é utilizada pelo Banco Central como principal instrumento para controlar a inflação e influencia as taxas cobradas em empréstimos, financiamentos e demais operações de crédito.
Ao justificar a decisão, o Copom informou que os indicadores divulgados desde a última reunião apontam para uma moderação gradual da atividade econômica brasileira. Apesar da desaceleração, o comitê avaliou que a economia permanece resiliente e que o mercado de trabalho continua aquecido.
A inflação acumulada apresentou desaceleração nas divulgações mais recentes, mas permanece acima do limite superior da meta. As medidas que buscam identificar a tendência dos preços, excluindo itens mais voláteis, também recuaram e ficaram ligeiramente abaixo desse teto.
As expectativas de inflação coletadas pela pesquisa Focus continuam acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, a projeção está em 5%, enquanto a estimativa para 2027 é de 4,2%.
No cenário de referência do Copom, a inflação projetada para o primeiro trimestre de 2028, atual horizonte considerado relevante para a política monetária, está em 3,2%.
O comitê também destacou que continuará acompanhando os efeitos da política fiscal sobre a inflação, a política monetária e os ativos financeiros. Segundo o colegiado, o ambiente ainda exige cautela diante do elevado grau de incerteza.
Os indicadores de atividade econômica permanecem compatíveis com uma trajetória de desaceleração ao longo de 2026. O Copom ressaltou que a extensão e o ritmo dos próximos cortes dependerão da evolução dos preços, das expectativas de inflação e dos novos dados econômicos.
A decisão foi aprovada pelos integrantes Gabriel Muricca Galípolo, presidente do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.
O mercado financeiro trabalha com a possibilidade de uma nova redução da Selic na próxima reunião, mas a continuidade do ciclo dependerá principalmente do comportamento da inflação e das expectativas para os próximos anos.
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