Política / Eleições 2026
Novo fecha chapa puro-sangue com Zema e Eduardo Girão na disputa presidencial
Senador cearense deixa a pré-candidatura ao governo estadual para ocupar a vaga de vice na chapa formada integralmente pelo partido.
04/08/2026
17:30
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O Partido Novo confirmou nesta terça-feira (4) o senador Eduardo Girão (CE) como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. Com os dois nomes pertencentes à mesma legenda, a composição será puro-sangue.
A escolha foi definida pelo comando partidário após negociações com outras siglas não resultarem em uma aliança nacional. Segundo nota divulgada pelo Novo, Zema e o presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, concluíram que Girão reúne as características buscadas para completar a candidatura.
“Após tratativas internas, Zema e o presidente do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, concluíram que Girão é a melhor opção para caminhar em busca de um Brasil melhor”, informou a legenda.
Zema já havia sido oficializado candidato à Presidência durante a convenção nacional do Novo, realizada em 27 de julho, em Brasília. Na ocasião, a definição do vice ficou sob responsabilidade da Executiva Nacional.
O ex-governador afirmou que buscava uma pessoa com histórico político compatível com as propostas apresentadas pela legenda.
“Sempre disse que gostaria de um parceiro de chapa que fosse uma pessoa decente e ficha limpa. Em oito anos como senador, Girão demonstrou toda a sua coragem e integridade para enfrentar o abuso de poder, a censura e a farra dos intocáveis de Brasília. Não poderia ser outra pessoa”, declarou Romeu Zema.
Com a escolha, Eduardo Girão deverá abandonar a pré-candidatura ao Governo do Ceará. O senador vinha percorrendo o estado com o movimento Ceará Tem Jeito e chegou a participar de agendas políticas ao lado de Zema.
Girão está no fim de seu mandato de oito anos no Senado. Durante esse período, aproximou-se do grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ganhou visibilidade pela defesa de pautas conservadoras, como a oposição à legalização do aborto.
Em 2021, integrou a CPI da Covid-19 e atuou na defesa do então governo Bolsonaro durante as investigações conduzidas pelo Senado.
Ao aceitar a indicação, o parlamentar classificou a candidatura como uma “missão existencial” e afirmou que pretende levar ao debate nacional propostas relacionadas à segurança pública, à economia e às pautas defendidas por seu grupo político.
“Pelos brasileiros sedentos por justiça, quero levar o que nós acreditamos e já defendemos em nossos mandatos aos quatro cantos do país: mais segurança, mais prosperidade, mais defesa da vida e da família”, declarou.
Antes da escolha de Girão, dirigentes do Novo avaliaram alternativas internas e possíveis alianças. Entre os nomes citados estavam o cientista político Luiz Felipe D’Ávila, o empresário Geraldo Rufino e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) também foi mencionada publicamente como possibilidade, mas rejeitou a hipótese. Posteriormente, Zema afirmou que não chegou a apresentar um convite formal.
Zema também foi cogitado para ocupar a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). O ex-governador, porém, declarou repetidamente que manteria sua candidatura ao Palácio do Planalto até o fim.
A candidatura do Novo ainda aparece distante dos primeiros colocados nas pesquisas nacionais. Em levantamento AtlasIntel divulgado em 29 de julho, Zema registrou 2,8% das intenções de voto em um dos cenários de primeiro turno.
Na mesma simulação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apareceu com 44,9%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35,8%; Renan Santos, com 7,8%; e Ronaldo Caiado, com 3,1%.
Em uma projeção de segundo turno entre Lula e Zema, o petista marcou 48,6%, diante de 38,9% do candidato do Novo.
A definição de Girão encerra a montagem da chapa presidencial do partido, mas a candidatura ainda precisará ser registrada na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. A partir desse momento, o Novo buscará ampliar a presença nacional de Zema e conquistar espaço fora da polarização entre PT e PL.
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