Política / Eleições 2026
Flávio Bolsonaro recusa escolta da PF durante campanha presidencial
Senador afirma desconfiar da direção da corporação e pede que agentes previstos para sua proteção sejam deslocados a investigações sobre fraudes no INSS
19/07/2026
18:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo, 19 de julho, que não pretende utilizar a estrutura de segurança oferecida pela Polícia Federal aos candidatos ao Palácio do Planalto durante a campanha eleitoral de 2026.
Em publicação nas redes sociais, Flávio Bolsonaro declarou não confiar na atual direção da corporação, comandada pelo diretor-geral Andrei Passos Rodrigues, e disse temer a presença de pessoas infiltradas em sua equipe de campanha.
“Não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha”, escreveu o senador.
O parlamentar afirmou que solicitará o redirecionamento dos policiais que ficariam responsáveis por sua proteção para as investigações relacionadas às fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS.
Na mesma manifestação, Flávio voltou a cobrar apurações envolvendo Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações reproduzem acusações políticas feitas pelo senador e não representam conclusão de investigação ou decisão judicial.
“Peço que os servidores da PF que estariam à minha disposição sejam destinados, imediatamente, para a investigação do roubo dos aposentados do INSS”, publicou.
Mesmo antes do início oficial da campanha, o pré-candidato tem participado de compromissos públicos acompanhado por seguranças particulares e, em algumas ocasiões, usando colete à prova de balas.
A Polícia Federal inicia nesta segunda-feira, 20 de julho, uma operação nacional destinada à proteção dos candidatos à Presidência nas eleições deste ano. O planejamento prevê mobilização de até 458 servidores, além de veículos blindados, equipamentos antidrone e equipes especializadas em inteligência, logística e segurança pessoal.
A estrutura foi preparada para atender simultaneamente até dez candidaturas presidenciais. O efetivo e os recursos destinados a cada campanha serão definidos individualmente, conforme a análise do nível de risco enfrentado por cada concorrente.
A proteção federal pode começar depois que a candidatura for homologada em convenção partidária e a campanha apresentar o pedido formal. A legislação eleitoral garante aos candidatos à Presidência o direito à segurança pessoal fornecida pela PF durante o período eleitoral.
O custo estimado da operação é de R$ 95 milhões, segundo o planejamento divulgado para o pleito. A estrutura deverá funcionar em todos os Estados e acompanhar de forma permanente as agendas dos presidenciáveis.
Com a recusa anunciada por Flávio Bolsonaro, a campanha deverá assumir diretamente a responsabilidade pela proteção do candidato, especialmente em eventos públicos, viagens e atos com grande concentração de apoiadores.
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