Política / Repercussão nacional
Sóstenes minimiza foto de Flávio Bolsonaro com homem ligado a Vorcaro
Líder do PL afirma que imagem pode ter sido criada por inteligência artificial ou registrada sem que o senador soubesse quem estava ao lado
19/07/2026
09:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), minimizou a divulgação de uma fotografia que mostra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado pela Polícia Federal como integrante do núcleo de intimidação ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Ao comentar o caso, Sóstenes levantou inicialmente a possibilidade de a imagem ter sido produzida com inteligência artificial. Caso o registro seja verdadeiro, o deputado argumentou que Flávio pode ter aceitado posar sem conhecer a identidade ou a atuação do homem que estava ao seu lado.
“E se isso não for IA? É uma foto que ele pode ter tirado sem saber quem era. Nós, que somos figuras públicas, tiramos fotos em todos os lugares e a todo momento, às vezes até com pessoas que nem sabemos quem são”, declarou o parlamentar.
A fotografia foi divulgada pelo ICL Notícias na quarta-feira (15). Segundo o portal, o encontro teria ocorrido em um hotel localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro, em 2022. Até o momento, não há informação pública conclusiva sobre eventual perícia independente que confirme a autenticidade ou identifique as circunstâncias exatas do registro.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, foi preso em 4 de março de 2026, durante uma operação que também levou novamente à prisão o banqueiro Daniel Vorcaro. Conforme a investigação, Mourão atuaria na obtenção de informações sigilosas e no monitoramento de pessoas consideradas adversárias dos interesses do empresário.
A Polícia Federal descreveu o investigado como integrante de um chamado “núcleo de intimidação”. Diálogos incluídos na apuração indicariam que ele cumpria ordens diretas relacionadas ao acompanhamento e à pressão sobre opositores do grupo ligado a Vorcaro.
Poucas horas depois da prisão, Mourão atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais, em Belo Horizonte. Ele foi levado ao Hospital João XXIII, onde morreu na noite de 6 de março.
A circulação da imagem provocou questionamentos sobre a natureza da relação entre Flávio Bolsonaro e Mourão. A manifestação de Sóstenes, no entanto, buscou afastar qualquer conclusão baseada exclusivamente na fotografia, sob o argumento de que políticos costumam ser abordados para registros por pessoas que não conhecem pessoalmente.
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