Política / Segurança
Michelle Bolsonaro reforça segurança após aumento de ataques nas redes sociais
Equipe ampliou efetivo, revisou protocolos e alterou estratégias de deslocamento diante do risco de hostilidades em agendas públicas
18/07/2026
14:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A equipe responsável pela proteção de Michelle Bolsonaro reforçou o esquema de segurança da ex-primeira-dama após identificar aumento do risco de hostilidades durante compromissos públicos.
A decisão foi tomada depois de meses de acompanhamento das ofensas e manifestações contra Michelle nas redes sociais. A avaliação é de que a escalada dos ataques virtuais pode estimular episódios de agressão fora do ambiente digital.
Entre as medidas adotadas estão a ampliação do número de profissionais responsáveis pela proteção, a revisão dos protocolos operacionais e mudanças nas estratégias utilizadas nos deslocamentos. Os detalhes do planejamento não foram divulgados por razões de segurança.
Integrantes envolvidos na proteção passaram a considerar a possibilidade do chamado “efeito copycat”, expressão utilizada para definir situações em que um ataque ou comportamento agressivo incentiva ações semelhantes praticadas por outras pessoas.
O monitoramento não se limita às ameaças diretas. A equipe também acompanha publicações, comentários e manifestações públicas que possam contribuir para um ambiente de radicalização e aumentar o risco durante eventos, viagens e agendas externas.
A preocupação é evitar que ataques repetidos nas redes sociais avancem para abordagens presenciais, tumultos ou tentativas de intimidação.
O aumento das ofensas ocorreu no mesmo período em que Michelle tornou público o conflito com o senador Flávio Bolsonaro.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a ex-primeira-dama afirmou ter sido humilhada e desrespeitada pelo enteado durante divergências relacionadas às articulações políticas do PL.
A manifestação ampliou a crise interna no grupo bolsonarista e gerou forte repercussão entre apoiadores, dirigentes partidários e integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Desde então, Michelle reduziu a participação nas articulações políticas e deixou o comando nacional do PL Mulher. A ex-primeira-dama informou que passaria a dedicar mais tempo aos cuidados com o marido e com a filha, Laura Bolsonaro.
Em entrevista ao Flow Podcast, Flávio declarou que não mantém vínculo político com Michelle e afirmou ter evitado assistir ao vídeo em que ela apresenta críticas contra ele.
O senador disse que a decisão foi tomada por respeito à posição de Jair Bolsonaro dentro do grupo político.
“É uma questão de bom senso e de fidelidade à escolha do nosso líder, que é o presidente Jair Bolsonaro”, declarou.
Flávio negou que tenha existido uma articulação organizada contra a ex-primeira-dama e afirmou não compreender os motivos dos ataques dirigidos a ele.
Segundo o senador, o respeito ao pai impediu que ele apresentasse uma resposta mais dura às declarações de Michelle.
“Ainda mais ela sendo a esposa do meu pai, que eu sempre respeitei. Se não fosse, certamente, eu acho que não teria chegado nesse ponto. A gente teria estancado antes”, afirmou.
Flávio também declarou que a campanha permanece aberta à participação de pessoas dispostas a integrar o projeto eleitoral do grupo.
O senador afirmou que o principal objetivo é reunir aliados contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem classificou durante a entrevista como “inimigo do Brasil”.
Apesar da tentativa de reduzir publicamente o conflito, o afastamento entre Flávio e Michelle continua produzindo reflexos políticos e ampliando a exposição da ex-primeira-dama.
Com a intensificação das ofensas e o aumento das tensões nas redes sociais, a equipe de segurança decidiu adotar medidas preventivas para reduzir riscos durante as próximas aparições públicas de Michelle.
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