Economia / Política
Petrobras assina contrato de R$ 2,8 bilhões para construção de navios e impulsiona indústria naval no Brasil
Investimentos contemplam estaleiros no Rio Grande do Sul, Amazonas e Santa Catarina, com geração de mais de 9 mil empregos
20/01/2026
19:00
DA REDAÇÃO
© Ricardo Stuckert/PR
A Petrobras assinou, nesta terça-feira (20), contratos que somam R$ 2,8 bilhões para a construção de embarcações destinadas ao transporte de combustíveis e cargas, marcando um novo ciclo de retomada da indústria naval brasileira. A cerimônia foi realizada em Rio Grande (RS) e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador gaúcho Eduardo Leite, além de ministros, parlamentares e representantes do setor.
Os contratos preveem a fabricação de cinco navios gaseiros, 18 empurradores e 18 barcaças, com potencial de geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos, segundo estimativas do governo federal.
As embarcações foram encomendadas pela Transpetro, subsidiária da Petrobras responsável pela logística de petróleo, derivados e biocombustíveis, e serão construídas em três estados:
Rio Grande do Sul:
O estaleiro Rio Grande Ecovix ficará responsável pela construção dos cinco navios gaseiros, com investimento de R$ 2,2 bilhões. Essas embarcações são projetadas para o transporte de gases liquefeitos, como o GLP, utilizado por milhões de famílias brasileiras. A primeira entrega está prevista para 33 meses, com as demais ocorrendo a cada semestre.
Amazonas:
O estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, em Manaus, construirá as 18 barcaças, com aporte de R$ 295 milhões, reforçando o transporte fluvial de grandes volumes de carga.
Santa Catarina:
Em Navegantes, a Indústria Naval Catarinense será responsável pela fabricação dos 18 empurradores, ao custo de R$ 325 milhões. Essas embarcações são utilizadas para a movimentação de barcaças.

Com a entrega das novas embarcações, a frota de gaseiros da Transpetro passará de seis para 14 navios, praticamente triplicando a capacidade de transporte de GLP e derivados. O objetivo é reduzir a dependência do afretamento externo.
Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, os novos navios serão:
Até 20% mais eficientes no consumo de energia;
Capazes de reduzir em 30% as emissões de gases de efeito estufa;
Compatíveis com portos eletrificados, operando com tecnologia de ponta.
As contratações integram o Programa Mar Aberto, política do governo federal voltada à reativação da indústria naval, que prevê R$ 32 bilhões em investimentos até 2030. O programa inclui:
Construção de 20 navios de cabotagem;
Fabricação de 18 barcaças e 18 empurradores;
Afretamento de 40 embarcações de apoio para atividades de exploração e produção.
O presidente da Transpetro, Sergio Bacci, destacou que a retomada só foi possível graças a instrumentos como política de conteúdo local, uso do Fundo da Marinha Mercante e incentivos fiscais.
Somente no estaleiro de Rio Grande (RS), a expectativa é de 7 mil novos empregos diretos e indiretos. Para atender à demanda por mão de obra qualificada, a Petrobras anunciou:
1,6 mil vagas em cursos de capacitação, com bolsa-auxílio;
Inauguração, em março, de uma nova escola do Senai em Rio Grande, voltada à formação para a indústria naval.
Atualmente, o setor naval brasileiro conta com cerca de 50 mil empregos, número que, segundo a Petrobras, pode se aproximar novamente de 80 mil postos de trabalho entre 2026 e 2028.
Os novos contratos reforçam o papel da Petrobras como indutora do desenvolvimento industrial, regional e tecnológico, ao mesmo tempo em que ampliam a autonomia logística do país e fortalecem a indústria naval nacional, após anos de retração.
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