Política / Eleições 2026
Flávio Bolsonaro depõe à PF nesta terça em investigação por suposta calúnia contra Lula
Oitiva foi marcada por Alexandre de Moraes após a Polícia Federal relatar dificuldades para definir a data diretamente com a defesa do senador.
28/07/2026
08:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deverá prestar depoimento à Polícia Federal, às 14 horas desta terça-feira, 28 de julho de 2026, no inquérito que apura uma possível prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A audiência foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, diante da falta de acordo para o agendamento entre os investigadores e a defesa do parlamentar.
A investigação analisa uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro, após a prisão do então presidente venezuelano Nicolás Maduro. Na postagem, o senador afirmou que Lula seria delatado e associou o presidente brasileiro a crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a grupos terroristas e fraudes eleitorais.
Em relatório encaminhado ao Supremo em 26 de junho, a Polícia Federal apontou que a mensagem buscava relacionar diretamente Lula aos crimes mencionados pelo parlamentar. O documento indicou a existência de possível crime contra a honra, mas a análise sobre uma eventual acusação ainda depende da manifestação do Ministério Público.
Antes de decidir sobre uma possível denúncia, a Procuradoria-Geral da República defendeu que o senador fosse ouvido. O pedido foi acolhido por Moraes, que inicialmente concedeu prazo de dez dias para a realização da diligência.
Segundo a Polícia Federal, foram feitas tentativas de contato com a defesa desde o início do prazo, incluindo a possibilidade de depoimento por videoconferência. Os advogados, porém, solicitaram mais tempo e atribuíram a dificuldade a uma incompatibilidade de agendas, citando compromissos relacionados à pré-campanha presidencial do senador.
Ao marcar diretamente a data da oitiva, Alexandre de Moraes considerou que a defesa não apresentou documentos que comprovassem a impossibilidade de comparecimento no período anteriormente disponibilizado. Para o ministro, a definição judicial do horário era necessária para garantir o prosseguimento regular das investigações.
O depoimento deverá esclarecer o contexto, a intenção e o alcance das declarações publicadas pelo senador. Depois da oitiva, os autos retornarão para nova análise da PGR, que poderá pedir outras diligências, propor o arquivamento ou avaliar a apresentação de uma denúncia ao Supremo.
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