Política / Eleições 2026
Valdemar diz que Flávio Bolsonaro não estava preparado para disputar a Presidência
Presidente do PL afirma que senador foi escolhido por Jair Bolsonaro sem estrutura prévia de campanha e busca agora ampliar alianças partidárias.
21/07/2026
21:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta terça-feira (21) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não estava preparado para disputar a Presidência da República quando foi escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para representar o partido nas eleições.
Em entrevista à CNN Brasil, Valdemar declarou que Flávio ainda não havia montado uma estrutura eleitoral nem desenvolvido previamente um projeto nacional quando teve o nome indicado.
“O Flávio não estava preparado para ser candidato. Ele foi escolhido pelo Bolsonaro e não tinha feito uma estrutura, não tinha feito um trabalho antes para ser candidato à Presidência da República”, afirmou.
Segundo o dirigente, as deficiências iniciais da candidatura estão sendo corrigidas com a organização da equipe, a construção de palanques estaduais e a negociação de alianças com outras legendas.
Valdemar informou que teria uma reunião ainda nesta terça-feira com Flávio Bolsonaro e com o senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável pela coordenação da campanha presidencial.
O encontro teria como foco o planejamento político, a formação da chapa e as articulações com partidos que mantêm alianças regionais com o PL.
Entre as siglas procuradas estão Progressistas, União Brasil, Republicanos, Podemos e PSDB. Conforme Valdemar, o PL já possui acordos estaduais com parte dessas legendas, o que pode facilitar uma composição nacional.
A busca por aliados é considerada estratégica para ampliar a estrutura eleitoral de Flávio, garantir palanques nos estados e reduzir o isolamento da candidatura presidencial.
Valdemar afirmou que a decisão sobre o nome que ocupará a vaga de vice-presidente na chapa deverá caber a Jair Bolsonaro.
“Quem vai decidir quem é o vice vai ser o Bolsonaro, que tem uma sensibilidade muito grande para isso”, declarou.
Como exemplo de uma escolha política considerada acertada pelo dirigente, Valdemar citou a indicação de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para disputar o Governo de São Paulo.
O PL procura um nome que ajude a ampliar a coligação e represente uma legenda com presença nacional. Até o momento, no entanto, a composição da chapa não foi concluída.
O presidente do PL também defendeu a participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na campanha de Flávio e afirmou esperar que os dois superem as divergências políticas tornadas públicas nos últimos dias.
Para Valdemar, Michelle possui força eleitoral e capacidade de mobilização entre o eleitorado conservador.
“Não tenho dúvida de que a Michelle, em campanha, saindo na rua, seria a senadora mais votada”, disse.
O dirigente relacionou a necessidade de união da família e do partido à situação jurídica de Jair Bolsonaro. Segundo ele, uma derrota eleitoral dificultaria os esforços políticos do grupo para alterar o cenário enfrentado pelo ex-presidente.
“Nem o Flávio nem a Michelle querem ver o Bolsonaro mais dez anos preso, porque, se nós perdermos a eleição, o Bolsonaro fica mais dez anos preso”, afirmou.
A declaração de Valdemar ocorre durante a fase de preparação para a convenção partidária que deverá oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.
Até a confirmação, o partido tenta consolidar a equipe de campanha, definir o candidato a vice e obter o apoio de outras siglas.
A avaliação pública de que Flávio não estava inicialmente preparado evidencia as dificuldades enfrentadas pelo PL para transformar a indicação feita por Jair Bolsonaro em uma candidatura com estrutura nacional, alianças estaduais e capacidade de mobilização eleitoral.
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