Política / Eleições 2026
Kassab critica Bolsonaro e reforça apoio do PSD à reeleição de Tarcísio em São Paulo
Presidente nacional do PSD defendeu Ronaldo Caiado para 2026 e disse não ver Lula nem Bolsonaro vencendo a disputa presidencial
27/04/2026
18:00
DA REDAÇÃO
Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, durante evento do grupo Lide em São Paulo — Foto: Reprodução
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, fez críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta segunda-feira, 27 de abril, durante encontro com empresários promovido pelo Lide, em São Paulo. No mesmo evento, o dirigente também defendeu a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), à Presidência da República e declarou apoio “incondicional” à reeleição do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Ao comentar o cenário político nacional, Kassab afirmou que Bolsonaro chegou ao Palácio do Planalto em 2018 em meio a um ambiente de forte rejeição ao PT, mas, na avaliação dele, não correspondeu às expectativas de parte do eleitorado.
“Na eleição de 2018, quem batesse no PT levava, o Brasil não podia mais ouvir falar no PT. E assume o presidente Bolsonaro, sinceramente sem nenhuma vocação para a vida pública. Não tem um bom desempenho pessoal, ao contrário, um desempenho muito aquém da expectativa dos brasileiros, que queriam algo totalmente diferente”, declarou.
Bolsonaro não tem 'nenhuma vocação para a vida pública'
O presidente do PSD disse ainda que o governo Bolsonaro foi sustentado por alguns ministros que, segundo ele, conseguiram manter a administração até o fim do mandato. Entre os nomes citados estão Paulo Guedes, ex-ministro da Economia; Tarcísio de Freitas, ex-ministro da Infraestrutura e atual governador de São Paulo; e Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura.
Gilberto Kassab também criticou a atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou não enxergar, neste momento, uma vitória de Lula ou de Bolsonaro na eleição presidencial. Embora tenha feito referência ao ex-presidente, o dirigente não mencionou diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado pelo pai como nome para disputar a Presidência.
“Hoje, vou ser sincero com vocês, não vejo o Lula nem o Bolsonaro ganhando a eleição”, afirmou Kassab.
Na avaliação do dirigente, a polarização e o alto grau de rejeição dos principais nomes colocados no debate eleitoral podem abrir espaço para uma candidatura alternativa. Nesse contexto, ele defendeu o crescimento de Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD.
Kassab argumentou que pesquisas realizadas fora do período eleitoral nem sempre refletem a dinâmica real da campanha. Segundo ele, candidatos com menor nível de conhecimento nacional tendem a crescer quando passam a ter mais exposição pública.
Pesquisa Quaest divulgada no dia 15 de abril apontou o presidente Lula com 37% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro com 32% no primeiro turno. Ronaldo Caiado apareceu em terceiro lugar, com 6%, em empate técnico com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que marcou 3%.
Ao defender o nome de Caiado, o presidente do PSD afirmou que há no país um desejo de mudança e que o próximo governo precisará enfrentar temas como corrupção, reformas e recuperação da confiança pública.
“Ninguém aguenta mais a falta de respostas do governo federal, e os dois já foram governo, na questão da corrupção. Temos condições de mudar o Brasil se tivermos um bom governo e um governante com autoridade moral e que faça as reformas necessárias”, declarou.
No cenário paulista, Kassab afastou qualquer possibilidade de aliança do PSD com o PT na eleição estadual. Segundo ele, a chance de composição com os petistas em São Paulo é “zero”.
O dirigente reforçou que o partido apoiará Tarcísio de Freitas em uma eventual candidatura à reeleição ao governo paulista. Ele lembrou que o PSD já havia apoiado Tarcísio em 2022 e afirmou que a posição será mantida.
“Na eleição de 2022, o PSD apoiou o Tarcísio, foi o primeiro partido. E agora, se aproximando a reeleição, nós temos a mesma posição, estamos com o Tarcísio incondicionalmente, não precisamos de nenhum cargo”, disse Gilberto Kassab.
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