Justiça / Investigação
PF transfere Daniel Vorcaro para cela comum após fim de etapa sobre delação
Mudança foi autorizada por André Mendonça; ex-banqueiro passa a seguir regras internas da PF para visitas e atendimento jurídico.
18/05/2026
20:00
DA REDAÇÃO
©ILUSTRAÇÃO
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência de Daniel Vorcaro para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. A decisão atende a um pedido da própria corporação.
Com a mudança, o ex-banqueiro passa a ficar submetido às regras internas da Polícia Federal, inclusive para o recebimento de visitas de advogados e demais procedimentos relacionados à custódia.
Antes da transferência, Vorcaro estava em uma sala com estrutura semelhante à chamada sala de Estado-Maior, espaço que também foi utilizado para manter preso o ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.
Daniel Vorcaro havia sido levado para a sede da PF, no centro da capital federal, em 19 de março, após deixar a Penitenciária Federal de Brasília. Um dia antes, o advogado José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, procurou a corporação para informar o interesse do investigado em negociar um acordo de delação premiada.
O defensor também chegou a se reunir com o ministro André Mendonça, relator do caso relacionado ao Banco Master no STF.
Segundo informações da apuração, a mudança de cela autorizada agora ocorre em razão do fim dos trabalhos de elaboração da colaboração. A transferência não teria relação direta com o conteúdo da delação.
Daniel Vorcaro foi preso pela segunda vez em 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras bilionárias envolvendo o Banco Master.
Dois dias depois da prisão, ele foi transferido do Complexo Penitenciário de Potim, no interior de São Paulo, para a Penitenciária Federal de Brasília.
A permanência em unidade federal e, posteriormente, em espaço diferenciado na sede da PF ocorreu em meio ao avanço das investigações e às tratativas sobre eventual colaboração premiada.
A mudança na estratégia jurídica de Vorcaro ocorreu após o STF formar maioria pela manutenção de sua prisão. Naquele momento, a defesa passou por reformulação, com a entrada do advogado José Luís Oliveira Lima.
Conhecido como Juca, o criminalista tem experiência em acordos de colaboração premiada, incluindo casos de grande repercussão nacional. Ele atuou, por exemplo, no acordo do empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, no âmbito da Operação Lava Jato.
Com a troca, o advogado Pierpaolo Bottini deixou a equipe de defesa do ex-banqueiro.
A eventual delação de Daniel Vorcaro é considerada relevante para o avanço das investigações, já que poderia trazer novos elementos sobre o funcionamento do suposto esquema financeiro investigado no caso Banco Master.
O ex-banqueiro é investigado por suspeitas de participação em fraudes financeiras de grande escala. A Operação Compliance Zero apura possíveis irregularidades envolvendo operações bancárias, movimentações financeiras e relações com outros investigados.
Com a transferência para cela comum, Vorcaro permanece custodiado pela Polícia Federal, agora sob as mesmas normas internas aplicadas a outros presos mantidos na unidade.
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