Economia / Estatais
Governo Lula prevê aporte de R$ 6 bilhões aos Correios no Orçamento de 2027
Recursos serão incluídos na proposta que chega ao Congresso nesta segunda-feira e devem reforçar o caixa durante a reestruturação financeira da estatal
30/08/2026
17:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou neste domingo (30) a previsão de um aporte de R$ 6 bilhões aos Correios no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027. Os recursos deverão reforçar o caixa da estatal enquanto a empresa executa medidas para reorganizar suas dívidas e recuperar os resultados financeiros.
A inclusão do valor foi informada em nota conjunta assinada pelos ministros Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento, Esther Dweck, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, e Frederico Siqueira, das Comunicações. O projeto orçamentário deverá ser encaminhado pelo Executivo ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31).
Segundo os ministros, a injeção de recursos busca assegurar condições financeiras para que a empresa mantenha as negociações com credores, fornecedores e clientes durante a execução do plano de reestruturação.
“Com isso, a estatal terá maior estabilidade para seguir negociando com seus clientes e fornecedores, em direção ao bom andamento do seu Plano de Reestruturação e recuperação dos resultados financeiros positivos da empresa”, diz a nota.
O comunicado informa que as áreas responsáveis pelo acompanhamento da estatal estão monitorando a execução das medidas previstas para reorganizar as contas dos Correios. Entre as ações estão a redução de despesas, a tentativa de ampliar a receita operacional e medidas destinadas a equilibrar o fluxo de caixa.
O governo também destacou dados do balanço trimestral divulgado no sábado (29). Conforme a nota, houve mudança no perfil do endividamento, com renegociação de compromissos e ampliação dos prazos para pagamento.
“Merecem destaque o alongamento e o barateamento da dívida, com a empresa tendo encerrado o semestre sem nenhum empréstimo vencendo no curto prazo, quitação de empréstimo mais oneroso e alongando a dívida de 18 para 180 meses”, afirmaram os ministros.
Com a renegociação, o prazo mencionado pelo governo passou de 18 para 180 meses, equivalente a 15 anos.
Outro indicador apresentado pelo governo envolve as despesas operacionais. Os custos dos serviços prestados pelos Correios chegaram a R$ 7,6 bilhões no primeiro semestre de 2026, resultado 14% inferior ao valor orçado para o período.
Para os ministros, a disponibilidade de recursos em caixa tem sido necessária para que a estatal mantenha suas atividades enquanto executa o processo de reorganização financeira.
“Essa evolução só tem sido possível com a garantia de liquidez para os Correios, que tem permitido a recuperação operacional e a melhora no perfil da dívida”, diz outro trecho do comunicado.
A previsão de R$ 6 bilhões ainda dependerá da tramitação do Orçamento de 2027 no Congresso Nacional. Deputados e senadores poderão alterar a proposta durante a análise do PLOA antes da votação definitiva e do posterior envio do texto para sanção presidencial.
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