Campo Grande (MS), Sábado, 18 de Julho de 2026

Tecnologia / Segurança Digital

Fotos de visualização única viram isca para novo golpe no WhatsApp

Criminosos enviam imagens por números desconhecidos e depois usam ameaças e pressão psicológica para exigir pagamentos das vítimas

18/07/2026

10:00

DA REDAÇÃO

©REPRODUÇÃO

Criminosos estão explorando o recurso de visualização única do WhatsApp para aplicar um novo tipo de golpe baseado em ameaças e extorsão. A fraude não depende da instalação de vírus nem da invasão do celular, mas utiliza curiosidade, medo e pressão emocional para tentar obter dinheiro.

O golpe começa com o envio de uma fotografia de visualização única por um número desconhecido. Como a imagem desaparece depois de aberta, muitas pessoas acessam o conteúdo para descobrir o motivo do contato.

A abertura da fotografia, por si só, não compromete o aparelho nem instala programas maliciosos. O arquivo funciona apenas como uma isca para iniciar a conversa e confirmar que a pessoa está utilizando aquele número.

Ameaças começam após a abertura da foto

Depois que a imagem é visualizada, o remetente pode afirmar que o conteúdo foi enviado por engano ou acusar a vítima de ter acessado algo que não deveria.

Na sequência, o criminoso passa a fazer ameaças, alegando que poderá divulgar informações, apresentar uma denúncia, acionar a Justiça ou causar algum tipo de prejuízo caso não receba um pagamento.

O objetivo é criar um cenário de urgência e medo para impedir que a vítima avalie a situação com calma. Sob pressão, algumas pessoas acabam realizando transferências sem verificar se a ameaça possui qualquer fundamento.

Esse método é conhecido como engenharia social, técnica que explora reações humanas e não falhas técnicas do aplicativo. Quanto mais longa for a conversa, maior será a oportunidade para o golpista manipular a vítima.

Curiosidade é explorada pelos criminosos

A escolha das imagens de visualização única é estratégica. Como o conteúdo não permanece disponível na conversa, o recurso desperta curiosidade e dificulta o registro posterior da abordagem.

Os criminosos contam com a possibilidade de a pessoa abrir a foto apenas para entender quem enviou a mensagem. Depois disso, utilizam frases intimidatórias e informações genéricas para dar aparência de credibilidade à ameaça.

Em muitos casos, o golpista não possui dados relevantes sobre a vítima. As acusações fazem parte de um roteiro preparado para provocar insegurança e acelerar o pagamento.

O que fazer ao receber uma imagem suspeita

Ao receber uma foto de visualização única enviada por um contato desconhecido, a principal orientação é não responder e evitar qualquer continuidade da conversa.

Caso o remetente faça ameaças ou solicite dinheiro, o usuário deve bloquear o número e denunciá-lo pelas ferramentas disponíveis no próprio WhatsApp.

Também é importante não fornecer nomes, documentos, endereços, informações familiares, dados bancários ou qualquer outro detalhe pessoal. Essas informações podem ser utilizadas para tornar a intimidação mais convincente.

Se houver tentativa de extorsão, a vítima deve preservar as mensagens disponíveis, registrar capturas de tela da conversa e procurar a Polícia Civil para formalizar a ocorrência.

Cuidados reduzem risco de fraudes

A ativação da verificação em duas etapas acrescenta uma camada de proteção à conta e dificulta tentativas de acesso indevido.

Também é recomendável manter o aplicativo atualizado, restringir a exposição da foto de perfil, do recado e do status para contatos conhecidos e desconfiar de qualquer abordagem inesperada.

A principal defesa contra esse tipo de golpe é interromper o contato antes que o criminoso consiga ampliar a pressão psicológica. Mensagens ameaçadoras, pedidos urgentes de dinheiro e acusações sem explicação devem ser tratadas como sinais claros de fraude.


Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Últimas Notícias

Veja Mais

Envie Sua Notícia

Envie pelo site

Envie pelo Whatsapp

Municípios

Rebouças Renascença Reserva Reserva do Iguaçu Ribeirão Claro Ribeirão do Pinhal Rio Azul Rio Bom Rio Bonito do Iguaçu Rio Branco do Ivaí Rio Branco do Sul Rio Negro Rolândia Roncador Rondon Rosário do Ivai Sabáudia Salgado Filho Salto do Itararé Salto do Lontra Santa Amélia Santa Cecília do Pavão Santa Cruz Monte Castelo Santa Fé Santa Helena Santa Inês Santa Isabel do Ivaí Santa Izabel do Oeste Santa Lúcia Santa Maria do Oeste Santa Mariana Santa Mônica Santa Tereza do Oeste Santa Terezinha de Itaipu Santana do Itararé Santo Antônio da Platina Santo Antônio do Caiuá Santo Antônio do Paraíso Santo Antônio do Sudoeste Santo Inácio Sapopema Sarandi Saudade do Iguaçu São Carlos do Ivaí São Jerônimo da Serra São João São João do Caiuá São João do Ivaí São João do Triunfo São Jorge d'Oeste São Jorge do Ivaí São Jorge do Patrocínio São José da Boa Vista São José das Palmeiras São José dos Pinhais São Manoel do Paraná São Mateus do Sul São Miguel do Iguaçu São Pedro do Iguaçu São Pedro do Ivaí São Pedro do Paraná São Sebastião da Amoreira São Tomé Sengés Serranópolis do Iguaçu Sertanópolis Sertaneja Siqueira Campos Sulina Tamarana Tamboara Tapejara Tapira Teixeira Soares Telêmaco Borba Terra Boa Terra Rica Terra Roxa Tibagi Tijucas do Sul Toledo Tomazina Três Barras do Paraná Tunas do Paraná Tuneiras do Oeste Tupãssi Turvo Ubiratã Umuarama União da Vitória Uniflor Uraí Ventania Vera Cruz do Oeste Verê Vila Alta Virmond Vitorino Wenceslau Braz Xambrê

ParanAgora © 2021 Todos os direitos reservados.

PROIBIDA A REPRODUÇÃO, transmissão e redistribuição sem autorização expressa.

Site desenvolvido por: