Energia / Desenvolvimento
Decreto amplia Luz para Todos e pode levar energia a até 233 mil novas famílias
Nova fase do programa prioriza comunidades remotas da Amazônia, mulheres do CadÚnico, povos tradicionais e uso produtivo da energia
11/05/2026
06:45
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou decreto que amplia o alcance do programa Luz para Todos, com foco no atendimento a comunidades remotas, especialmente na Amazônia Legal, e no uso da energia elétrica como instrumento de inclusão social, geração de renda e desenvolvimento local.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e, segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, poderá beneficiar até 233 mil novas famílias. A nova etapa do programa busca não apenas garantir acesso à energia, mas também apoiar atividades produtivas, serviços públicos essenciais e infraestrutura comunitária em regiões historicamente mais isoladas.
Pelo decreto, o Luz para Todos passa a incluir o apoio à qualificação de mão de obra local ligada à prestação do serviço público de distribuição de energia elétrica em áreas remotas da Amazônia Legal. A proposta é ampliar a capacidade técnica nas próprias comunidades atendidas, fortalecendo a operação e a manutenção dos serviços.
A nova redação do decreto estabelece critérios de prioridade para o atendimento. Entre os grupos contemplados estão famílias chefiadas por mulheres inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), além de famílias com pessoas com deficiência, idosos dependentes ou moradores que recebam o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Também passam a ter prioridade comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, extrativistas e demais povos tradicionais, além de assentamentos rurais, agricultores familiares e comunidades localizadas em unidades de conservação.
O decreto inclui ainda comunidades impactadas diretamente por empreendimentos de geração ou transmissão de energia elétrica, quando a responsabilidade pelo atendimento não for do concessionário titular desses empreendimentos.
Além das residências, o decreto prevê prioridade para instalações voltadas a serviços públicos e estruturas comunitárias. A medida inclui, por exemplo, equipamentos de conectividade à internet, sistemas de acesso à água, unidades de assistência social e espaços de prestação de serviços públicos.
Também entram no escopo do programa estruturas de segurança alimentar, como cozinhas comunitárias, câmaras frias comunitárias e sistemas coletivos de bombeamento e abastecimento de água.
A intenção é que a chegada da energia ajude a melhorar a qualidade de vida e também crie condições para atividades econômicas nas comunidades atendidas.
Outro ponto previsto no decreto é o atendimento a espaços coletivos e produtivos, como associações, cooperativas, instalações de apoio ao desenvolvimento socioeconômico e projetos comunitários ligados à sociobioeconomia.
Na prática, isso permite que o programa apoie atividades produtivas relacionadas às cadeias de valor da sociobiodiversidade, especialmente em áreas onde a energia elétrica pode ser decisiva para conservar alimentos, beneficiar produtos, ampliar comunicação e melhorar a logística local.
Com a mudança, o Luz para Todos passa a ter uma função mais ampla. Além de levar energia a famílias sem acesso adequado ao serviço, o programa também busca fortalecer comunidades, ampliar serviços básicos e criar novas oportunidades de renda em regiões de difícil atendimento.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Nunes Marques assume TSE com IA como desafio central para as Eleições 2026
Leia Mais
Caso Banco Master acirra disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro após operação contra Ciro Nogueira
Leia Mais
Carboidratos ricos em fibras podem ajudar a reduzir o colesterol ruim
Leia Mais
Tâmara pode ajudar a reduzir a vontade por doces e substituir açúcar em receitas
Municípios