Famosos / Esporte
“Sou estranho mesmo”, diz Messi ao falar de rotina, solidão e família nos EUA
Craque detalha adaptação ao Inter Miami, relembra crise com a seleção argentina e revela planos de ser dono de um clube após a aposentadoria
07/01/2026
07:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Em entrevista concedida nesta terça-feira ao canal LUZU TV, Lionel Messi falou com franqueza sobre escolhas recentes da carreira, a vida nos Estados Unidos, a relação com a família e o futuro após a aposentadoria. Em tom sereno, o atacante afirmou não se arrepender da decisão de deixar o futebol europeu para atuar no Inter Miami, no segundo semestre de 2023, após o fim do contrato com o Paris Saint-Germain.
Segundo Messi, a ida para os Estados Unidos representou uma virada de rotina e trouxe mais tranquilidade para a família. Ele destacou que, em Miami, o futebol não ocupa o centro da vida cotidiana como ocorria na Europa, especialmente durante os anos no Barcelona.
“Aqui tudo é mais tranquilo, é um estilo de vida muito americano. O futebol não é tratado como a coisa mais importante do mundo. Em Barcelona era diferente, eu vivi lá a vida inteira. Agora estamos muito mais focados nas crianças”, afirmou.
O jogador disse que, apesar de sair pouco, sente prazer no dia a dia em Miami. O clima, o calor e a postura das pessoas contribuem para uma rotina mais leve. “As pessoas têm outra energia. Para mim, o cotidiano aqui é muito bom”, completou.
Messi também relembrou um dos momentos mais difíceis da carreira: a decisão de deixar a seleção argentina em 2016, após mais uma derrota em final de Copa América. Segundo ele, o período foi marcado por sofrimento, especialmente pela pressão e pelas críticas que recebia no país.
“No Barcelona eu era muito feliz, era a minha casa. Mas quando ia para a Argentina, parecia um estranho. As coisas não funcionavam, eu jogava mal, os resultados não vinham”, contou.
O atacante admitiu que se arrependeu profundamente da renúncia e que acompanhar a equipe de fora foi angustiante. “Quando achei que não dava mais, me arrependi muito. Felizmente pude voltar atrás. É o melhor exemplo de não desistir”, disse. Em 2022, Messi encerrou esse ciclo ao conquistar a Copa do Mundo no Catar com a Argentina.
Ao falar da vida fora de campo, Messi se definiu como uma pessoa reservada, que precisa de momentos de silêncio. “Sou estranho mesmo. Gosto de ficar sozinho, de ter o meu momento”, afirmou. Ele contou que mudanças inesperadas o afetam e que tende a se fechar quando algo foge do planejamento.
Segundo o jogador, quem mais consegue quebrar esse estado é o filho Mateo. Messi também revelou que não costuma falar facilmente sobre sentimentos, preferindo guardar as questões para si. Durante o período em Barcelona, chegou a fazer terapia, mas decidiu interromper o acompanhamento com o tempo.
Atualmente, disse que conversa bastante sobre futebol com o pai e divide a vida pessoal principalmente com a esposa, Antonela Roccuzzo.
Ao abordar o futuro, Messi foi direto ao afirmar que não se vê como treinador. Para ele, a carreira já superou tudo o que imaginava quando jovem. “O futebol me deu muito mais do que eu sonhava. Quando parecia impossível, vieram os títulos com a seleção”, disse.
O argentino revelou um desejo pouco comum entre ex-jogadores: ser dono de um clube. “Não me vejo como técnico. Gostaria de ser dirigente, mas, se pudesse escolher, preferia ser dono de um clube”, afirmou.
Segundo Messi, a ideia seria iniciar um projeto do zero, com foco no desenvolvimento de jovens atletas. “Gostaria de ajudar os garotos a crescer, dar oportunidades. Isso é o que mais me atrai”, concluiu.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
EUA dizem que morte de líder do Tren de Aragua reforça ofensiva contra facções
Leia Mais
Eduardo Bolsonaro cobra rompimento com Novo após críticas de Zema a Flávio
Leia Mais
Zema chama caso Master de “caixa de Pandora” e mira Flávio Bolsonaro
Leia Mais
União estável cresce no Brasil, mas casais ainda desconhecem direitos no INSS
Municípios