STF
Zanin toma posse no cargo de ministro do STF nesta quinta-feira, 3
Advogado entra na vaga deixada por Ricardo Lewandowski, em abril
03/08/2023
07:16
RENATA PORTELA
©ARQUIVO
Nesta quinta-feira (3), às 16 horas horário de Brasília (DF), acontece a posse do advogado Cristiano Zanin Martins no STF (Supremo Tribunal Federal). Por isso, o Supremo terá atendimento apenas das 8 às 16 horas.
Zanin assume a vaga deixada pelo ministro Ricardo Lewandowski, que se aposentou em abril, dias antes de completar a idade limite de 75 anos. Ainda conforme divulgado pelo STF, no plenário estarão aproximadamente 350 pessoas.
Entre esses, integrantes do STF e de outros Tribunais Superiores em exercício e aposentados, familiares, amigos e autoridades. A sessão solene será aberta pela presidente do STF, ministra Rosa Weber, e deverá levar em torno de 15 minutos, iniciando com a execução do Hino Nacional.
Esta é uma cerimônia protocolar, em que o novo integrante é conduzido pelo ministro mais antigo e pelo mais recente na Corte. Em seguida, Zanin prestará juramento à Constituição e assinará o termo de posse, antes de tomar assento no Plenário.
A cadeira do ministro mais recente é sempre a primeira à direita do púlpito. Após encerrada a sessão, ele receberá os cumprimentos no Salão Branco.
Cristiano Zanin nasceu em Piracicaba (SP) em 15 de novembro de 1975 e graduou-se, em 1999, pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É casado com a também advogada Valeska Teixeira Zanin Martins e pai de três filhos.
Indicado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, Zanin passou por sabatina e teve seu nome aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal e confirmado, por 58 votos a favor e 18 contra, pelo plenário daquela Casa Legislativa, em 21 de junho.
A nomeação para o STF foi publicada no Diário Oficial da União do último dia 5 de julho. Para integrar o STF, Zanin deixou a advocacia, onde atuou por mais de duas décadas em causas de repercussão nacional, como ações da Operação Lava-Jato.
Também advogou em casos de grandes grupos empresariais, como o da falência da Transbrasil e da recuperação judicial da Varig e das Lojas Americanas. Zanin é professor de Direito Civil e Direito Processual Civil e atuou no Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas.
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