Política / Justiça
Richarlison relata disputa por mansão de R$ 10 milhões e cita Flávio Bolsonaro
Jogador afirma ter investido milhões em imóvel em Angra dos Reis, mas diz que perdeu a posse e não foi ressarcido
01/07/2026
15:30
DA REDAÇÃO
©FOTOMONTAGEM
O jogador Richarlison tornou pública uma disputa judicial envolvendo uma mansão em Angra dos Reis, avaliada em cerca de R$ 10 milhões, e que tem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) citado como testemunha no processo. O atleta afirmou, na terça-feira, 30 de junho, que investiu milhões no imóvel, perdeu o direito de posse e ainda não recebeu o valor aplicado.
A situação ganhou repercussão depois que a influenciadora e advogada imobiliária Ana Paula Zantut publicou um vídeo explicando detalhes da disputa. Segundo ela, Richarlison e o empresário Renato Velasco teriam adquirido a propriedade, mas, cerca de dois anos depois, o advogado Willer Tomaz, ligado a Flávio Bolsonaro, teria obtido a posse do imóvel.
Nas redes sociais, Richarlison confirmou que há conflito envolvendo a mansão e disse ter sido prejudicado financeiramente. “Realmente, gastei em torno de R$ 10 milhões lá e simplesmente me tomaram. Estou até hoje sem receber a minha grana”, comentou o jogador.
A discussão judicial gira em torno da posse e da legalidade dos documentos usados pelas partes. De acordo com a advogada, o jogador teria comprado o imóvel diretamente do proprietário, mas a outra parte teria apresentado um registro antigo de venda de posse, datado de 1968, para justificar a ocupação posterior.
Segundo Ana Paula Zantut, o ponto central agora é saber se a posse apresentada por Willer Tomaz tem validade jurídica. Ela explicou que, caso seja comprovada irregularidade ou simulação contratual capaz de induzir terceiros a erro, o contrato pode ser anulado, o que abriria caminho para a retomada do imóvel por Richarlison e seu empresário.
O nome de Flávio Bolsonaro aparece no caso por causa de sua relação com os bastidores da negociação e com o advogado que assumiu a posse da mansão. Conforme relato publicado pela Folha de S.Paulo, o senador teria visitado a propriedade na Ilha Comprida, em 2020, antes da venda a Richarlison, e demonstrado interesse pelo local, que teria praia privativa e cachoeira.
Meses depois, Flávio teria retornado ao imóvel de lancha acompanhado de Willer Tomaz, mas foi informado pelo antigo proprietário de que a propriedade já havia sido vendida ao jogador. Por causa dessas visitas e conversas antes e depois da negociação, o senador foi arrolado pela defesa de Richarlison como testemunha, para esclarecer a sequência dos acontecimentos.
Flávio Bolsonaro afirmou, à época, que não tinha relação financeira com o imóvel nem participação na disputa judicial. Segundo ele, sua ligação com Willer Tomaz era apenas de amizade.
O processo segue em discussão na Justiça, com foco na validade da posse e nos documentos apresentados pelas partes. Para Richarlison, o caso representa a tentativa de recuperar o imóvel ou ser ressarcido pelo valor que afirma ter investido na propriedade.
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