Economia / Crédito
Governo deve anunciar Desenrola para adimplentes até o fim de junho, diz ministro
Nova etapa do programa deve beneficiar pessoas que mantêm pagamentos em dia e pode ter duração de 90 dias
12/06/2026
15:00
DA REDAÇÃO
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026, que o governo federal deve anunciar, até o fim do mês, uma nova etapa do Desenrola Brasil voltada para pessoas que estão com os pagamentos em dia. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Alô, Alô, Brasil, da Rádio Nacional.
Segundo o ministro, a proposta em estudo deve contemplar tanto pessoas adimplentes no Fies quanto cidadãos que possuem operações de crédito em bancos e mantêm os compromissos financeiros em dia. A nova fase deve seguir modelo semelhante ao programa lançado anteriormente, com duração prevista de 90 dias.
“Nós vamos anunciar ainda até o fim do mês o Desenrola para adimplentes, seja pelo Fies, para quem está adimplente no Fies, seja para a pessoa que hoje tem uma operação de crédito nos bancos, mas paga a operação de crédito e vai ganhar um reforço para seguir pagando, porque o valor que eu, de fato, prestigio aqui é o pagamento, é quem está pagando em dia”, afirmou Dario Durigan.
Durante a entrevista, o ministro também afirmou que o Novo Desenrola deve alcançar cerca de 10 milhões de endividados até o fim de junho. A proposta faz parte da estratégia do governo para reorganizar dívidas, estimular a regularização financeira e ampliar o acesso ao crédito.
Durigan também comentou a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6x1, atualmente no Senado Federal. O ministro disse estar confiante no avanço da proposta e afirmou que tem conversado com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, para buscar andamento ao tema.
“Eu acho que a gente organizando a conversa com o presidente Davi Alcolumbre, do Senado, e com os outros senadores, o tema do fim da 6 por 1, abrindo um dia a mais de descanso para os trabalhadores, eu acredito muito e tenho trabalhado e conversado com o presidente Davi para que isso avance e não fique prejudicado por outras questões menores”, declarou.
Na mesma entrevista, o ministro voltou a criticar o projeto de lei que trata da renegociação das dívidas rurais. Segundo ele, a proposta pode gerar efeitos negativos ao limitar a oferta de crédito e criar um precedente considerado arriscado para a política econômica.
Durigan afirmou que tem levado ao Congresso argumentos técnicos sobre os impactos da medida. Para ele, propostas que transferem custos ao governo ou interferem artificialmente em taxas de juros podem prejudicar a economia e afetar o próprio setor que buscam beneficiar.
“Eu sempre levo os argumentos que eu tenho, que são os melhores argumentos que eu pego com a equipe, que ouço do mercado, e divido com o Congresso no sentido de convencer o Congresso e apontar os riscos”, disse o ministro.
O titular da Fazenda também afirmou que parte das críticas feitas por senadores aos juros altos precisa considerar o impacto de medidas aprovadas pelo próprio Legislativo. Ele citou a renegociação das dívidas do agronegócio como exemplo de proposta com potencial reflexo sobre as condições econômicas.
“Ontem mesmo eu ouvi post de senadores reclamando sobre taxa de juros, sobre problemas econômicos, mas foram os próprios senadores que aprovaram a medida da renegociação do agronegócio que vai ter impacto nisso”, completou.
Com o anúncio previsto para os próximos dias, a nova fase do Desenrola Brasil deve ampliar o alcance do programa para além dos endividados, incluindo também consumidores que mantêm seus pagamentos em dia e buscam condições melhores para seguir honrando compromissos financeiros.
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