Campo Grande (MS), Quarta-feira, 27 de Maio de 2026

Coluna do Simpi

Conexão Marrocos

SIMPI retoma projeto internacional e mira novas oportunidades de negócios com o Marrocos

26/05/2026

18:00

SIMPI

O SIMPI inicia uma nova fase de articulação internacional com o objetivo de ampliar oportunidades de negócios para empresários de Rondônia e de toda a Região Norte do Brasil.

A iniciativa marca a retomada de um trabalho iniciado ainda nos anos 2000, quando a entidade criou o Centro Avançado de Negócios para abrir portas, gerar conexões comerciais e aproximar empresas brasileiras de mercados internacionais.

Na época, o projeto era desenvolvido por meio do Centro de Comércio e da Amazon Business Chamber, com sede em Tampa Bay, nos Estados Unidos. A estrutura oferecia suporte comercial e empresarial para empresas interessadas em expandir seus horizontes, com atendimento em português e inglês, videoconferências pela internet, call center e um sistema que permitia ao empresário, de qualquer lugar do Brasil, fazer contato pagando apenas uma chamada local.

Ao longo dos anos, a iniciativa conquistou presença internacional, com representações delegadas em países estratégicos como China, Estados Unidos, Canadá, França, Holanda, Alemanha, Austrália, Portugal, Bélgica, Inglaterra e Itália.

Com a pandemia e a forte retração do mercado global, muitos projetos precisaram ser interrompidos. Agora, em um novo cenário econômico, o SIMPI retoma esse movimento com a criação da Conexão Marrocos, uma iniciativa voltada à abertura de caminhos para produtos brasileiros em um mercado emergente e cheio de possibilidades.

O Marrocos se apresenta como um destino estratégico para setores como doces, pescado, carne de frango, milho, soja, açúcar e madeira. Além das exportações, a proposta também busca estimular parcerias comerciais, intercâmbio empresarial e novas oportunidades para os empreendedores brasileiros.

A iniciativa também pode contribuir para o acesso a peças, acessórios, tecnologias e máquinas modernas, fortalecendo a indústria regional e aproximando os empresários locais de soluções internacionais.

Nesta nova fase, o SIMPI pretende envolver a Bélgica como elo estratégico de apoio internacional. O país pode desempenhar papel importante na logística, na orientação jurídica, na estruturação comercial, no acesso aos mercados europeus e no desenvolvimento de novas oportunidades entre Brasil, Marrocos e Europa.

Para esse novo momento, o SIMPI conta com a parceria de Amir Mughal, empresário com mais de 15 anos de relacionamento com a entidade e experiência em conexões comerciais internacionais.

A parceria já rendeu ideias importantes no passado, como a possibilidade de fabricação do tesbih, o rosário muçulmano também conhecido como masbaha, tradicionalmente produzido com 33 ou 99 contas.

A partir dessa sugestão, utilizando sementes de açaí da Amazônia, também surgiu a possibilidade de produção de terços católicos destinados ao mercado internacional, especialmente para exportação à Itália.

O exemplo mostra como matérias-primas regionais podem ganhar valor agregado e alcançar novos mercados quando conectadas a estratégias comerciais adequadas.

Para o SIMPI, essa é a essência da iniciativa: transformar conexões em oportunidades, ideias em negócios e o potencial regional em presença internacional.

Em um mundo cada vez mais conectado, a entidade reforça que o empresário brasileiro precisa estar preparado para crescer junto com as novas oportunidades globais.

SIMPI: conectando empresas, criando oportunidades e abrindo caminhos para o futuro.

Assista: https://youtu.be/QNd5eFRv8X4


Justiça reconhece que mercadoria não pode ser retida como forma de cobrança de ICMS em Rondônia

Empresários que possuem débitos de ICMS junto à Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia, a SEFIN, têm enfrentado uma situação bastante difícil no transporte de mercadorias: a retenção de cargas em postos fiscais, especialmente no Posto Fiscal de Vilhena, como forma de pressionar o pagamento imediato do débito.

A prática, no entanto, tem sido questionada judicialmente. O entendimento é de que mercadorias não podem ficar retidas ou “presas” apenas porque a empresa possui débito tributário em aberto. Isso porque a cobrança de tributos deve seguir os meios legais próprios, sem impedir o funcionamento da atividade empresarial.

A decisão é considerada favorável à classe empresarial, especialmente porque muitas empresas possuem pendências fiscais, mas dependem da circulação de mercadorias para manter suas operações, atender clientes e preservar o fluxo de caixa.

Na prática, segundo relatos de empresários, a retenção costuma ocorrer quando a fiscalização exige o pagamento do DARE à vista para liberar a mercadoria.

Para o especialista em Direito Tributário Rafael Du, esse tipo de situação pode ser combatido por meio de medida judicial.

“A existência de débito com a SEFIN não autoriza, por si só, a retenção da mercadoria como forma de cobrança. O empresário não pode ser impedido de continuar sua atividade econômica por causa de uma cobrança feita de maneira coercitiva”, explica.

O entendimento segue a orientação consolidada pelo Supremo Tribunal Federal, que considera inadmissível a apreensão de mercadorias como meio indireto de forçar o pagamento de tributos.

A Súmula 323 do STF trata justamente desse ponto, ao vedar a utilização da retenção de mercadorias como instrumento de coação fiscal.

Em Rondônia, a SEFIN é o órgão responsável pela administração tributária estadual, e o Posto Fiscal Wilson Souto, localizado em Vilhena, atua no controle de entrada e saída de mercadorias no Estado.

Diante desse cenário, empresários que estejam com mercadorias retidas por causa de débitos de ICMS devem buscar orientação especializada para avaliar a possibilidade de ingressar com medida judicial e garantir a liberação da carga.

A orientação é não deixar a situação avançar sem análise técnica, já que a retenção da mercadoria pode gerar prejuízos comerciais, atrasos em entregas, perda de clientes e impacto direto no funcionamento da empresa.

Assista: https://youtu.be/9MuapAfBOU0


Fatores estruturais influenciam baixa produtividade no Brasil

A produtividade do trabalho segue entre os principais temas ligados ao crescimento econômico brasileiro.

Na análise de Hudson Bessa, professor da Fundação Getulio Vargas, o debate passa pela capacidade de produção do país, pelos custos envolvidos na atividade econômica e pelos fatores estruturais que influenciam esse desempenho ao longo do tempo.

A produtividade do trabalho corresponde à quantidade produzida por trabalhador.

No cenário brasileiro, a diferença em relação a economias como a dos Estados Unidos permanece significativa: enquanto um trabalhador americano produz quatro unidades, em média, um brasileiro produz uma.

Esse resultado está diretamente ligado ao custo de produção de bens e à prestação de serviços, com impacto sobre a competitividade e sobre o ritmo de crescimento da economia.

O avanço da produtividade aparece como um desafio de longo prazo e depende de uma série de medidas estruturais. Entre elas, a educação ocupa um papel central.

Nas últimas duas décadas, o Brasil ampliou os gastos no setor, mas os resultados ainda não acompanham esse movimento. Em rankings internacionais, o desempenho do país segue abaixo de outras economias, indicando dificuldades no aproveitamento desses recursos.

Dados do ranking do International Institute for Management Development, o IMD, colocam o Brasil na 58ª posição entre 69 países avaliados em produtividade.

O levantamento também mostra o país atrás de diversas economias com PIB per capita inferior, reforçando a discussão sobre a necessidade de mudanças estruturais.

Além da educação, outros fatores entram nesse debate, como segurança jurídica, implementação da reforma tributária, reforma administrativa e investimentos em infraestrutura.

Entre os pontos citados estão a redução dos custos logísticos e a ampliação de alternativas de transporte, incluindo melhorias rodoviárias e cabotagem.

A avaliação é que a combinação dessas medidas pode reduzir os custos de produção e ampliar a produtividade ao longo do tempo.

Trata-se de um processo de longo prazo, que envolve diferentes governos e depende de continuidade em políticas voltadas à educação e à estrutura econômica do país.

Assista: https://youtu.be/cjGfQiw4nR4


Para onde vai o dólar?

Economista explica fatores que influenciam a volatilidade cambial no Brasil

Segundo o economista Roberto Luis Troster, o dólar também funcionaria como um mecanismo de equilíbrio do comércio internacional. No entanto, ele aponta que esse comportamento não ocorre de forma estável no Brasil devido à elevada volatilidade cambial.

A explicação apresentada envolve o funcionamento do mercado futuro de dólar no país.

De acordo com o economista, o mercado futuro possui maior sofisticação e volume de operações do que o mercado à vista, fazendo com que fatores financeiros tenham peso relevante na formação da taxa de câmbio.

Nesse cenário, operações ligadas às taxas de juros e às condições políticas passam a influenciar o comportamento do dólar além dos fundamentos econômicos tradicionais.

Como consequência, a moeda apresenta oscilações frequentes e intensas.

A volatilidade cambial, segundo a análise, impacta a economia e o sistema financeiro.

Entre as medidas apontadas estão ajustes no mercado futuro e mudanças na política cambial para reduzir oscilações abruptas da moeda.

Uma das alternativas mencionadas é a adoção de uma banda cambial móvel, mecanismo utilizado para amortecer tanto movimentos de alta quanto de baixa do dólar dentro de determinados limites.

Assista: https://youtu.be/KRS7tF5R-U4


Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Últimas Notícias

Veja Mais

Envie Sua Notícia

Envie pelo site

Envie pelo Whatsapp

Municípios

Rebouças Renascença Reserva Reserva do Iguaçu Ribeirão Claro Ribeirão do Pinhal Rio Azul Rio Bom Rio Bonito do Iguaçu Rio Branco do Ivaí Rio Branco do Sul Rio Negro Rolândia Roncador Rondon Rosário do Ivai Sabáudia Salgado Filho Salto do Itararé Salto do Lontra Santa Amélia Santa Cecília do Pavão Santa Cruz Monte Castelo Santa Fé Santa Helena Santa Inês Santa Isabel do Ivaí Santa Izabel do Oeste Santa Lúcia Santa Maria do Oeste Santa Mariana Santa Mônica Santa Tereza do Oeste Santa Terezinha de Itaipu Santana do Itararé Santo Antônio da Platina Santo Antônio do Caiuá Santo Antônio do Paraíso Santo Antônio do Sudoeste Santo Inácio Sapopema Sarandi Saudade do Iguaçu São Carlos do Ivaí São Jerônimo da Serra São João São João do Caiuá São João do Ivaí São João do Triunfo São Jorge d'Oeste São Jorge do Ivaí São Jorge do Patrocínio São José da Boa Vista São José das Palmeiras São José dos Pinhais São Manoel do Paraná São Mateus do Sul São Miguel do Iguaçu São Pedro do Iguaçu São Pedro do Ivaí São Pedro do Paraná São Sebastião da Amoreira São Tomé Sengés Serranópolis do Iguaçu Sertanópolis Sertaneja Siqueira Campos Sulina Tamarana Tamboara Tapejara Tapira Teixeira Soares Telêmaco Borba Terra Boa Terra Rica Terra Roxa Tibagi Tijucas do Sul Toledo Tomazina Três Barras do Paraná Tunas do Paraná Tuneiras do Oeste Tupãssi Turvo Ubiratã Umuarama União da Vitória Uniflor Uraí Ventania Vera Cruz do Oeste Verê Vila Alta Virmond Vitorino Wenceslau Braz Xambrê

ParanAgora © 2021 Todos os direitos reservados.

PROIBIDA A REPRODUÇÃO, transmissão e redistribuição sem autorização expressa.

Site desenvolvido por: