Campo Grande (MS), Sábado, 02 de Maio de 2026

Política / Justiça

Lula deve fazer nova indicação ao STF após derrota de Messias no Senado

Planalto avalia falhas na articulação política e busca recompor apoio no Congresso antes de enviar novo nome à Corte

30/04/2026

08:15

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou a aliados que pretende fazer uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado Federal. A avaliação no entorno do presidente é que não há disposição para deixar a escolha da vaga para o próximo governo.

A posição foi discutida na noite de quarta-feira, 29 de abril de 2026, durante encontro no Palácio da Alvorada com integrantes do governo e aliados políticos. Segundo relatos, Lula recebeu o resultado com tranquilidade, mas deixou claro que considera a indicação ao Supremo uma prerrogativa do chefe do Executivo e pretende exercê-la ainda no atual mandato.

A nova escolha não deve ser anunciada de forma imediata. A expectativa entre interlocutores do governo é que o presidente avalie nomes nas próximas semanas, agora em um ambiente político mais sensível, marcado pela derrota de Messias e pela necessidade de reconstruir pontes com o Senado.

A indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, foi rejeitada por 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção. Para ser aprovado, ele precisava de ao menos 41 votos, maioria absoluta dos 81 senadores. A votação representou a primeira rejeição de um indicado ao STF pelo Senado desde 1894, durante o governo de Floriano Peixoto.

O resultado provocou forte impacto político no governo. Embora Messias tenha sido aprovado anteriormente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o plenário do Senado barrou a indicação em votação secreta. A derrota expôs fragilidade na articulação do Planalto e mostrou que o apoio declarado por parte da base não se traduziu em votos suficientes.

Durante a reunião no Alvorada, aliados avaliaram que houve falhas na leitura do cenário político. Ministros e articuladores ligados a diferentes partidos reconheceram que o governo não conseguiu antecipar a resistência no plenário nem construir uma margem segura para evitar a derrota.

Nos bastidores, a votação também passou a ser tratada como sinal de possíveis dissidências dentro da base governista. Como o voto foi secreto, não há confirmação individual sobre como cada senador votou. Ainda assim, o placar de apenas 34 votos favoráveis alimentou a leitura de que parlamentares de partidos próximos ao governo não acompanharam a indicação.

Quando ficou claro que Messias poderia ser derrotado, articuladores tentaram adiar a votação. A movimentação, porém, não avançou. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve a análise em plenário. O parlamentar já era apontado como uma liderança importante nas resistências à indicação, em razão de preferências por outro nome para a vaga aberta no Supremo.

O nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) também voltou a circular nas conversas políticas. Antes da escolha de Messias, parte do Senado defendia que Lula indicasse Pacheco para a vaga. A preferência por outro perfil contribuiu para aumentar a resistência à indicação do advogado-geral da União.

A rejeição abriu uma crise de confiança entre o governo e setores do Congresso. Para aliados de Lula, o episódio mostrou que será necessário recalibrar a articulação política antes de uma nova escolha. A próxima indicação deverá levar em conta não apenas o currículo jurídico do nome escolhido, mas também sua capacidade de obter apoio no Senado.

A vaga no STF foi aberta com a saída do ministro Luís Roberto Barroso. Com a rejeição de Messias, caberá ao presidente enviar um novo nome para apreciação do Senado. O indicado terá que passar por sabatina na CCJ e, depois, por votação no plenário, onde precisará alcançar ao menos 41 votos favoráveis.

A tendência é que o Planalto tente conduzir a nova escolha com mais cautela, buscando diálogo prévio com lideranças partidárias e senadores influentes. Depois de uma derrota considerada histórica, o governo quer evitar novo desgaste em uma votação de alto impacto institucional e político.


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