Política / Eleições 2026
Ciro Nogueira descarta terceira via e diz que polarização entre Lula e Bolsonaro domina eleição
Presidente do PP afirma que cenário nacional segue concentrado entre petista e bolsonarista e vê Flávio Bolsonaro com chance eleitoral
28/04/2026
06:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou que não vê espaço para uma candidatura de terceira via na disputa pela Presidência da República enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) continuarem como principais referências políticas do país.
A declaração foi feita na noite de segunda-feira, 27 de abril, durante jantar promovido pelo Esfera Brasil, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo. No evento, o senador avaliou que a política nacional segue estruturada em torno da polarização entre o campo lulista e o campo bolsonarista.
Segundo Ciro Nogueira, o Brasil teve quatro grandes lideranças políticas na história recente e republicana: Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Lula e Bolsonaro. Para ele, a eleição em que Lula e Bolsonaro se enfrentaram diretamente consolidou uma divisão que ainda impede o crescimento de uma alternativa fora dos dois polos.
“O Brasil teve quatro grandes líderes: Getúlio, Juscelino, Lula e Bolsonaro. Pela primeira vez dois se enfrentaram. Enquanto eles tiverem nesse campo, não tem espaço para terceira via”, afirmou o senador.
Na avaliação do presidente do PP, nomes da direita e da centro-direita que tentam se apresentar como alternativa presidencial, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), não teriam viabilidade eleitoral no atual cenário. Questionado sobre a possibilidade de crescimento dessas candidaturas, Ciro Nogueira disse que “não existe possibilidade de acontecer”.
O senador também comentou o desempenho eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para ele, o parlamentar tem condições de disputar com competitividade, mas precisa ampliar o discurso para além da base mais ideológica da direita.
Ciro Nogueira afirmou que Flávio Bolsonaro tem “todas as possibilidades” de vencer uma disputa presidencial, mas alertou que ele poderia comprometer esse potencial caso mantenha uma comunicação voltada apenas à extrema direita.
A observação foi feita em referência a declarações de Flávio Bolsonaro durante um evento conservador no Texas, nos Estados Unidos, em março. Na ocasião, o senador acusou o ex-presidente norte-americano Joe Biden de interferência na eleição brasileira vencida por Lula em 2022.
Ex-ministro da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro, Ciro Nogueira tem adotado postura crítica ao governo Lula desde o início do atual mandato. Apesar disso, o senador já integrou a base de apoio do petista em momentos anteriores de sua trajetória política.
O jantar também contou com a presença da presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, e da presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP).
Durante o encontro, Renata Abreu confirmou que o Podemos apoiará a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo de São Paulo. Ela também afirmou que o partido pretende lançar candidatura própria ao Senado no Estado.
Segundo a deputada, há uma disputa interna no Podemos entre o deputado federal Delegado Palumbo e o empresário Geraldo Rufino, presidente do conselho da JR Diesel, para definir quem poderá representar a legenda na corrida ao Senado.
Apesar da movimentação do Podemos, Tarcísio de Freitas já definiu como um dos nomes de sua chapa ao Senado o deputado federal Guilherme Derrite (PP). A outra vaga deve ficar com o atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL). O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), ex-ministro do Meio Ambiente, também deve disputar uma cadeira.
Renata Abreu concordou com a avaliação de Ciro Nogueira sobre a força eleitoral de Flávio Bolsonaro e afirmou que o Podemos se posiciona atualmente no campo da centro-direita.
Já Paula Coradi, presidente do PSOL, reafirmou o apoio da sigla à candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. O partido, que integra uma federação nacional com a Rede, também defende o nome de Marina Silva para a disputa ao Senado por São Paulo.
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