Agronegócio / Inovação
Expogrande 2026 apresenta eVTOL brasileiro e transforma “carro voador” em vitrine de inovação no campo
Modelo Skyros, desenvolvido com tecnologia nacional, une mobilidade aérea, pulverização de precisão e redução de custos operacionais no agronegócio
05/04/2026
07:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Expogrande 2026 ganhou um dos destaques mais tecnológicos de sua programação com a apresentação do Skyros, veículo aéreo elétrico de decolagem e pouso vertical, conhecido como eVTOL, que vem sendo apontado como um “carro voador” voltado a aplicações no agronegócio. A presença do equipamento no evento amplia o debate sobre inovação no setor rural e mostra ao público que soluções antes associadas à ficção científica começam a ocupar espaço concreto no mercado brasileiro.
Desenvolvido com tecnologia nacional por Dakila Pesquisas e Vertical Conect, o Skyros já é apresentado como uma ferramenta em operação real no segmento agrícola. Na prática, o equipamento foi projetado para unir eficiência aérea, precisão na aplicação e redução de custos, com foco em demandas do campo que exigem rapidez, autonomia e menor exposição humana a atividades de risco.
O veículo opera com propulsão 100% elétrica e utiliza oito hélices, alcançando velocidade máxima de aproximadamente 130 km/h. A autonomia de voo chega a 60 minutos, desempenho que, somado à sua capacidade operacional, o coloca como alternativa tecnológica relevante para atividades ligadas à pulverização agrícola e ao manejo de grandes áreas produtivas.
Segundo os dados apresentados, o Skyros possui capacidade de carga útil de até 400 litros e consegue atender áreas de até 450 hectares por dia, índice que o posiciona acima de métodos convencionais em determinadas aplicações. O foco do projeto está justamente na ampliação da produtividade com maior precisão e menor custo por operação.
Outro ponto de destaque envolve o ganho econômico. As informações divulgadas indicam que o uso do eVTOL pode proporcionar redução de até 50% nos custos operacionais e economia superior a 58% na comparação com a aviação agrícola tradicional. O sistema também é apontado como capaz de entregar aumento de até 100% na eficiência da pulverização, resultado atribuído ao uso de GPS, sistemas embarcados de alta performance e maior precisão no controle da operação.

No aspecto estrutural, o Skyros apresenta aproximadamente 5 metros de comprimento, 4,8 metros de largura e 1,4 metro de altura, com peso máximo de decolagem de até 700 quilos. O modelo foi concebido para operação autônoma e comandável, característica que amplia o padrão de segurança, melhora a repetibilidade das aplicações e reduz a dependência direta da exposição humana em tarefas de maior risco no ambiente rural.
O custo estimado do equipamento é de R$ 1.500.000,00, valor considerado competitivo dentro do universo das aeronaves agrícolas e dos sistemas de alta tecnologia aplicados ao campo. A proposta comercial do projeto reforça a ideia de que a inovação aérea deixa de ser apenas uma demonstração futurista e passa a ocupar posição estratégica dentro da lógica de produtividade e eficiência do agronegócio.
A apresentação do Skyros na Expogrande também reforça o discurso de que Mato Grosso do Sul avança como território de experimentação e desenvolvimento tecnológico. O projeto integra um ecossistema que já conta com infraestrutura preparada para esse tipo de operação, como o vertiporto instalado no complexo Zigurats, em Corguinho, citado como uma das bases estruturais para a consolidação desse novo modelo de mobilidade aérea.
Mais do que uma atração visual para o público visitante, a presença do chamado carro voador representa uma mudança de perspectiva sobre o futuro do agronegócio. A incorporação de mobilidade aérea de precisão às rotinas do campo aponta para um cenário em que produtividade, sustentabilidade, segurança operacional e inteligência tecnológica passam a caminhar de forma integrada.
Na prática, o que a Expogrande 2026 expõe é um novo patamar de conexão entre ciência, inovação e produção rural. Para quem visita o evento, o Skyros simboliza um salto tecnológico concreto. Para Mato Grosso do Sul, a demonstração abre espaço para uma nova frente de desenvolvimento, em que o futuro deixa de ser promessa e começa a ganhar aplicação real dentro do setor produtivo.
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