Política Nacional
Lula condiciona criação do Ministério da Segurança à aprovação da PEC no Congresso
Presidente afirma que nova estrutura terá orçamento próprio e reforço no combate ao crime organizado
06/02/2026
15:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (6) que pretende criar o Ministério da Segurança Pública assim que o Congresso Nacional aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, encaminhada pelo governo em abril do ano passado. Segundo o chefe do Executivo, a nova pasta terá orçamento específico para ampliar investimentos na área.
De acordo com Lula, a medida busca fortalecer a atuação federal no enfrentamento ao crime organizado e às facções. “Aprove a PEC, que o ministério será criado. Será criado um orçamento novo, para que a gente possa colocar dinheiro de verdade, melhorar a vida dos policiais, aprimorar a inteligência e fazer o combate da fronteira à capital”, declarou.
A proposta prevê maior integração entre União, estados e Distrito Federal e pretende dar respaldo constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criado por lei ordinária em 2018. O texto também atualiza as competências da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Durante entrevista à TV Aratu, em Salvador (BA), o presidente explicou que a PEC busca delimitar a participação da União na segurança pública, inclusive com possibilidade de atuação federal nos estados mediante solicitação dos governadores. “O governo federal não pode ser apenas um repassador de recursos. Hoje, o fundo nacional tem apenas R$ 2 bilhões”, afirmou.
A tramitação da proposta, entretanto, enfrenta resistências no Parlamento e entre governadores. Parte das críticas concentra-se no dispositivo que atribui à União a elaboração de um plano nacional de segurança pública a ser observado pelos estados.
Segundo Lula, alguns estados, como Goiás, São Paulo, Minas Gerais e unidades do Sul do país, demonstraram preocupação com eventual ampliação da influência federal. “A PEC é para estabelecer parceria ativa com os estados na questão da segurança pública”, declarou.
O governo considera a proposta uma das principais apostas para reestruturar a política nacional de segurança e ampliar a capacidade de coordenação entre os entes federativos.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
EUA dizem que morte de líder do Tren de Aragua reforça ofensiva contra facções
Leia Mais
Eduardo Bolsonaro cobra rompimento com Novo após críticas de Zema a Flávio
Leia Mais
Zema chama caso Master de “caixa de Pandora” e mira Flávio Bolsonaro
Leia Mais
União estável cresce no Brasil, mas casais ainda desconhecem direitos no INSS
Municípios