Política Internacional
Comunidade internacional reage a ofensiva dos EUA na Venezuela e pede contenção
Ataque anunciado após explosões em Caracas gera condenações, ofertas de mediação e alinhamentos políticos
03/01/2026
07:15
DA REDAÇÃO
Comunidade internacional se manifesta após ataques dos EUA à Venezuela - (crédito: AFP)
A comunidade internacional reagiu neste sábado (3) às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou ter havido uma operação militar em território venezuelano e a captura do presidente Nicolás Maduro. As declarações vieram após explosões registradas em Caracas e provocaram respostas imediatas de governos e organismos internacionais. Não há confirmação independente sobre a captura ou o paradeiro de Maduro.
A Rússia classificou a ofensiva como “profundamente inquietante e condenável”. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que não haveria justificativa para o ataque e acusou Washington de substituir a diplomacia pelo confronto.
O Irã também condenou a operação, chamando-a de violação da soberania e da integridade territorial da Venezuela. Teerã afirmou que a ação contraria o direito internacional.
Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro anunciou o reforço militar na fronteira e alertou para o risco de crise humanitária e novo fluxo migratório, classificando a ofensiva como um ataque à soberania da América Latina.
A Espanha adotou tom diplomático. O Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol afirmou estar disposto a atuar como mediador e pediu moderação para alcançar uma solução pacífica e negociada.
Pela União Europeia, a chefe da diplomacia Kaja Kallas pediu contenção e respeito ao direito internacional. Em publicação no X, ela informou ter conversado com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reiterando que, independentemente de divergências políticas, devem prevalecer a Carta da ONU e os princípios internacionais.
Na contramão das condenações, o presidente da Argentina, Javier Milei, publicou mensagens com o slogan “Viva la libertad, carajo”, interpretadas como apoio ideológico à narrativa americana e à derrubada do governo venezuelano. Milei é um dos principais aliados de Washington na região e crítico declarado de Maduro.
Explosões foram registradas em Caracas na madrugada deste sábado.
Trump afirmou que houve uma operação militar e a captura de Maduro.
O governo venezuelano contesta, exige prova de vida e decretou estado de alerta.
Não há confirmação independente sobre a captura ou local de detenção.
Reações internacionais variam entre condenação, pedidos de mediação e alinhamentos políticos.
Nos últimos anos, os EUA ampliaram a presença militar no Caribe, enquanto a Venezuela fortaleceu alianças com Rússia, Irã e China. A ofensiva anunciada eleva o risco de instabilidade regional, com potenciais impactos políticos, humanitários e econômicos ainda imprevisíveis.
Nota editorial: Situação em desenvolvimento, com informações conflitantes. A matéria será atualizada conforme surgirem confirmações oficiais e verificações independentes.
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