Política / Justiça
Bolsonaro tenta conter Eduardo, mas deputado mantém ataques e anuncia candidatura à Presidência
Impedido de falar diretamente com o filho por decisão do STF, ex-presidente recorre a aliados; Eduardo ignora recados, critica Centrão, PL e ministros do Supremo
26/09/2025
07:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem buscado conter a postura do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), pedindo a aliados que o convençam a reduzir os ataques públicos em meio às negociações sobre anistia e revisão de penas para envolvidos nos atos de 8 de janeiro. No entanto, Eduardo tem ignorado os recados e ampliado suas críticas contra o Supremo Tribunal Federal (STF), o Centrão e até mesmo o PL, partido ao qual ambos são filiados.
Segundo a Folha de S. Paulo, Bolsonaro recorreu a interlocutores como o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-SP), já que está proibido de manter contato direto com o filho por decisão do ministro Alexandre de Moraes, que investiga ambos por coação à Justiça. Sóstenes, contudo, negou ter se reunido com Eduardo, que segue nos Estados Unidos.
Em reação, Eduardo intensificou o discurso contra adversários políticos e até contra setores ligados ao pai. Para ele, Bolsonaro estaria agindo como “refém” e sem clareza do cenário atual.
“Quem está sob coação é o meu pai”, escreveu Eduardo em suas redes sociais, acusando setores políticos de tentarem impor ao ex-presidente apoio a outro candidato em 2026.
O deputado também se lançou como pré-candidato à Presidência da República, mesmo sem o aval de Bolsonaro, e atacou ministros do STF, a quem chamou de “mafiosos”. Além disso, comemorou as sanções impostas contra a esposa de Alexandre de Moraes e criticou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmando que não abrirá mão de sua trajetória política para “trocar afagos mentirosos com víboras” ou se “submeter a esquemas espúrios”.
Nas últimas semanas, Eduardo tem endurecido ainda mais o tom e reforçado que disputará a eleição presidencial, mesmo que precise enfrentar nomes do campo bolsonarista, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Enquanto isso, aliados de Bolsonaro avaliam que o ex-presidente estaria fragilizado politicamente para tomar decisões, abrindo espaço para que o filho busque protagonismo no cenário da direita em meio à crise.
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