Política / Justiça
Alcolumbre rejeita anistia para Bolsonaro e promete apresentar texto alternativo no Senado
Proposta prevê redução de penas para condenados do 8 de janeiro, mas não perdoa ex-presidente nem militares envolvidos em tentativa de golpe
03/09/2025
16:45
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), declarou nesta terça-feira (2) que não apoiará uma anistia ampla ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em vez disso, o senador afirmou que pretende apresentar um texto alternativo que reduza penas, mas não absolva os responsáveis.
“Eu vou votar o texto alternativo. É isso que eu quero votar no Senado. Eu vou fazer esse texto e eu vou apresentar”, disse Alcolumbre.
A fala ocorreu no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento de Bolsonaro e de militares de alta patente acusados de tentativa de golpe de Estado. Paralelamente, na Câmara dos Deputados, cresceu a pressão por uma anistia imediata, impulsionada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e com apoio de partidos do centrão, como PP e União Brasil.
Redução de penas, mas sem perdão total;
Alteração da Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito (2021);
Criação de um novo tipo penal para enquadrar manifestantes que participaram dos atos sem papel de planejamento ou financiamento;
Substituição de condenações por “tentativa de golpe” e “abolição violenta do Estado democrático de Direito” por um crime mais brando, com penas reduzidas;
Ajuste nas regras sobre concurso material, evitando o acúmulo automático de penas e permitindo enquadramento único com agravante em caso de tentativa de golpe.
A medida, segundo aliados, poderia beneficiar a chamada “massa de manobra” dos atos de vandalismo, mas manteria punições mais severas para organizadores e financiadores.
O debate sobre anistia voltou ao centro do Congresso com o avanço do julgamento no STF;
Bolsonaristas defendem perdão total, incluindo Bolsonaro, caso condenado;
Alcolumbre busca uma saída intermediária, que alivie a situação dos réus com menor envolvimento, mas não extinga a responsabilidade penal do ex-presidente;
Ministros do STF consultados indicaram que não resistiriam a mudanças legislativas, desde que fique claro que o tribunal apenas aplicou a lei vigente.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
EUA dizem que morte de líder do Tren de Aragua reforça ofensiva contra facções
Leia Mais
Eduardo Bolsonaro cobra rompimento com Novo após críticas de Zema a Flávio
Leia Mais
Zema chama caso Master de “caixa de Pandora” e mira Flávio Bolsonaro
Leia Mais
União estável cresce no Brasil, mas casais ainda desconhecem direitos no INSS
Municípios