Política / Justiça
Moraes cobra explicações da Papudinha sobre visita fora do horário autorizado a Anderson Torres
Ministro do STF determina que 19º BPM esclareça, em 48 horas, entrada de familiares do ex-ministro fora da faixa permitida pela Corte
23/02/2026
15:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Comando do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (19º BPM) preste esclarecimentos, no prazo de 48 horas, sobre a realização de uma visita fora do horário autorizado ao ex-ministro Anderson Torres, que cumpre pena na chamada Papudinha, unidade do Complexo Penitenciário da Papuda.
Segundo despacho assinado em 20 de fevereiro, relatório encaminhado pelo batalhão registra visita ocorrida no dia 11 de fevereiro de 2026, das 17h às 19h — horário que não consta entre os turnos previamente autorizados pelo Supremo.
Em decisão de 29 de janeiro, Moraes havia autorizado visitas às quartas-feiras e sábados, nos seguintes turnos fixos:
Das 8h às 10h
Das 11h às 13h
Das 14h às 16h
Diante da divergência entre o horário autorizado e o informado no relatório policial, o ministro determinou a expedição de ofício ao comando do 19º BPM para esclarecer o ocorrido.
De acordo com a Polícia Militar, a visita fora do horário teria sido realizada pelo pai e pela irmã de Torres, João Torres Filho e Patrícia Gisele Torres.
Ex-ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro, Anderson Torres foi condenado a 24 anos de prisão por crimes relacionados à trama golpista.
No sistema penitenciário, Torres está trabalhando, matriculou-se em cursos técnicos e participa do programa de remição de pena por leitura. Entre as obras disponíveis para resenha estão:
Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva;
Democracia, de Philip Bunting;
Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski;
A Autobiografia de Martin Luther King, de Martin Luther King Jr..
Por determinação de Moraes, em 15 de janeiro, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido para a Papudinha. A unidade é destinada à custódia de policiais e pessoas politicamente expostas.
A mudança ocorreu após queixas apresentadas por Bolsonaro e familiares sobre as condições da sala de Estado-Maior na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Também cumpre pena no local o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, condenado a 24 anos e seis meses de prisão por integrar o núcleo de gerência do plano golpista de 2022 e por utilizar a corporação para interferir no processo eleitoral.
Segundo a condenação, Vasques teria requisitado relatórios de inteligência para organizar operações que dificultassem o deslocamento de eleitores no Nordeste, reduto histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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