Política / Justiça
Eduardo Bolsonaro rejeita “PL da Dosimetria” e ameaça relator Paulinho da Força com possíveis sanções
Deputado classificou como “indecoroso e infame” o acordo entre Congresso e STF e afirmou que a anistia “não está sob negociação”
19/09/2025
17:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) intensificou, nesta sexta-feira (19), as críticas ao relator do Projeto de Lei da Anistia, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), escolhido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Em declarações duras, Eduardo afirmou que não aceitará a proposta de substituição da anistia ampla por um projeto de redução de penas — o chamado “PL da Dosimetria” — e chegou a ameaçar o relator com eventuais sanções.
Segundo o parlamentar, a articulação do relatório em alinhamento com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é “um acordo indecoroso e infame”. Ele alertou Paulinho:
“Muito cuidado para você não acabar sendo visto como um colaborador do regime de exceção. Todo colaborador de um sancionado por violações de direitos humanos é passível das mesmas sanções.”
A declaração faz referência à Lei Magnitsky, citada pelo deputado ao relacionar o relator ao ministro Alexandre de Moraes, alvo constante de ataques de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Paulinho da Força se reuniu nesta semana com o ex-presidente Michel Temer (MDB) e com o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) para discutir o projeto. Eduardo Bolsonaro criticou o encontro e afirmou “não confiar” em qualquer acordo feito com figuras que, segundo ele, teriam se aliado a Moraes.
“Você, Michel Temer e o resto da turma não irão impor na marra o que chamam, cinicamente, de pacificação, que nada mais é do que a manutenção de todos os crimes praticados por Alexandre de Moraes. Chegamos nesse ponto porque vocês nos subestimaram”, disse Eduardo.
O relator já havia adiantado que não proporia um perdão “amplo, geral e irrestrito”, defendido pela bancada bolsonarista, mas sim uma saída intermediária, com revisão e possível redução das penas dos condenados pelos atos do 8 de Janeiro.
A postura gerou reação imediata entre aliados de Bolsonaro, que querem incluir no projeto o próprio ex-presidente, condenado a 27 anos de prisão pelo STF por tentativa de golpe de Estado.
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