POLÍTICA
Após disputa com X, deputados intensificam pressão por “CPI do Xandão”
Proposta visa investigar supostos abusos cometidos pelo ministro Alexandre de Moraes; requerimento já conta com 78 assinaturas
29/08/2024
17:40
O ANTAGONISTA
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ameaçar suspender as atividades do X (antigo Twitter) no Brasil, deputados voltaram a pressionar pela criação da “CPI do Xandão”. A investigação teria como objetivo apurar supostos abusos cometidos pelo magistrado ao longo dos últimos anos.
Nesta quinta-feira (29), o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) apresentou um requerimento para a instauração da CPI, já assinado por outros 78 parlamentares. Para que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) seja instaurada, são necessárias 171 assinaturas e a autorização do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
“Os abusos, que diuturnamente aumentam, iniciaram com a instauração do inquérito das ‘fake news’, instaurado de ofício, sem a devida participação do Ministério Público e inobservando o princípio do juiz natural, para investigar propagação de notícias que supostamente estariam atingindo a honorabilidade e a segurança daquela Corte, de seus membros e dos seus familiares”, justifica o deputado no pedido de CPI.
Gayer acrescenta que os efeitos desse inquérito, conduzido por Moraes, têm causado "severos e críticos efeitos" ao Estado de Direito e à harmonia entre os três poderes, com prorrogações contínuas e irregulares.
Conflito entre Moraes e Elon Musk
A mais recente disputa entre o ministro Alexandre de Moraes e Elon Musk, proprietário do X, intensificou a tensão. Na quarta-feira (28), Moraes intimou a plataforma a apontar um novo representante no Brasil dentro de 24 horas, após a conta oficial do X para assuntos internacionais criticar publicamente o ministro.
A rede social, que encerrou suas operações físicas no Brasil em 17 de agosto, citou "ameaças" de Moraes como motivo. A plataforma alegou que o ministro ameaçou prender a responsável pelo escritório do X no Brasil, Rachel de Oliveira Villa Nova Conceição, caso as decisões judiciais não fossem cumpridas.
“Apesar de nossos inúmeros recursos ao Supremo Tribunal Federal não terem sido ouvidos, de o público brasileiro não ter sido informado sobre essas ordens e de nossa equipe brasileira não ter responsabilidade ou controle sobre o bloqueio de conteúdo em nossa plataforma, Moraes optou por ameaçar nossa equipe no Brasil em vez de respeitar a lei ou o devido processo legal”, afirmou a rede social em comunicado.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Simone Tebet reage a ataque de Ricardo Nunes, chama fala de machista e oficializa filiação ao PSB em São Paulo
Leia Mais
CPMI do INSS encerra atividades sem aprovar relatório final após sete meses de investigação
Leia Mais
Confira seu astral para este sábado, 28
Leia Mais
Zanin suspende eleição indireta para governador do Rio e mantém presidente do TJ-RJ no comando do Estado
Municípios