Economia / Política
Haddad admite aporte de até R$ 6 bilhões da União para reestruturação dos Correios
Ministro afirma que Tesouro Nacional conduz plano de recuperação, mas diz que decisão sobre injeção de recursos ainda não está fechada
08/12/2025
19:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (8) que o Tesouro Nacional está responsável pelo plano de reestruturação dos Correios e que há possibilidade de aporte da União, com valor que pode chegar a até R$ 6 bilhões.
Segundo o ministro, a injeção de recursos não está descartada, mas ainda não há definição oficial sobre o formato da operação.
“Há espaço para aporte da União, mas as negociações ainda não foram fechadas”, afirmou Haddad.
De acordo com o ministro, o eventual aporte poderá ser viabilizado por dois caminhos:
Crédito extraordinário, fora do orçamento regular
Projeto de Lei, a ser apreciado pelo Congresso Nacional
Além disso, Haddad confirmou que outra parte dos recursos necessários à recuperação da estatal poderá ser obtida por meio de empréstimos bancários, mas destacou que as condições ainda estão em fase de negociação com o sistema financeiro.
Os Correios atravessam atualmente uma das fases mais delicadas de sua trajetória, após acumularem prejuízos bilionários nos últimos anos. Entre os principais fatores da crise estão:
Queda acentuada no volume de correspondências
Aumento dos custos operacionais
Concorrência cada vez mais forte com empresas privadas de logística
Defasagem tecnológica e problemas de gestão
A situação foi agravada por decisões estratégicas malsucedidas, além de pressões políticas e mudanças no ambiente regulatório.
Um dos impactos mais significativos no caixa da estatal veio com a chamada “taxa das blusinhas”, que alterou as regras de importação de pequenas encomendas internacionais. A medida:
Reduziu drasticamente o volume de remessas internacionais processadas pelos Correios
Cortou uma das principais fontes de receita da empresa
Aumentou a dependência de um segmento de alto risco e alta volatilidade
A perda dessa arrecadação contribuiu de forma direta para ampliar o desequilíbrio financeiro da estatal.
Diante do cenário crítico, o governo federal busca alternativas para estabilizar os Correios e evitar um colapso operacional no serviço postal brasileiro. Entre as medidas em estudo estão:
Parcerias com a iniciativa privada
Revisão de contratos
Cortes de despesas administrativas
Plano de modernização tecnológica
Reestruturação logística
O objetivo é tornar a empresa mais eficiente, sustentável financeiramente e competitiva no mercado de entregas.
Um eventual aporte de até R$ 6 bilhões:
Terá impacto direto nas contas públicas
Exigirá aprovação do Congresso Nacional, caso seja feito por projeto de lei
Deve gerar debate político sobre o papel das estatais
Pode redefinir o futuro dos Correios como empresa pública estratégica
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